quarta-feira, 1 de maio de 2013

A Invasão do Império Romano do Ocidente Pelos Povos Germânicos

A Invasão do Império Romano do Ocidente Pelos Povos Germânicos

A partir do século III, o território dos Romanos começou a ser invadido pacificamente ou a força. Os povos invasores eram de origem Germânica, dentre todos eles se destacavam: os anglos, os saxões, os francos, os lombardos, os suevos, os burgúndios, os vândalos, e os ostrogodos.
Os Romanos chamavam esses povos de Bárbaros, porque eram totalmente diferentes deles. Mas graças a essas diferenças surgiu uma nova estrutura social. Nela estão tanto elementos da cultura Romana quanto dos povos Germânicos. Essa sociedade durou pelo menos mil anos.
Os Romanos passaram a viver pacificamente com os povos invasores, onde havia trocas comerciais  e o exército Romano pôde contar com o grande apoio dos povos invasores.
Os primeiros grupos que invadiram o território Romano entraram de forma pacífica em busca de riqueza e clima pacífico. Para os Romanos aceitarem a oferta de recebê-los, eles se ofereciam para serem soldados ou agricultores.
Mas no século IV isso acabou e houve guerras que acabaram por destruir a unidade do Império Romano. A causa dessa guerra foi a chegada dos hunos a Europa. Depois de se estabelecerem no território Romano, os povos invasores organizaram suas sociedades, cada um em seu território.

O Império Bizantino

Na Europa Ocidental o Império Romano não resistiu a invasão dos povos Germânicos, mas, no Oriente o Império conseguiu sobreviver até o século XV. Durante esse tempo ele perdeu uma boa parte do seu território e de seu costume. Por sua vez, recebeu influência dos assírios, judeus, armênios, egípcios e persas.
O Império Romano do Oriente é conhecido como Império Bizantino, que é marcado por sua religião ( O cristianismo ). No século IV, graças a crise do Império, o Imperador Constantino decidiu transferir a capital para o Oriente, ele escolheu Bizâncio, antiga colônia grega.
Bizâncio era situada na costa ocidental do estreito de Bósforo, entre o mar Negro e o mar de Mármara. Foi construída em 657 a.C e foi muitas vezes invadida no passado.
Durante quase seis anos essa cidade foi reformada e decorada, foi inaugurada em 11 de maio de 330. Ela deveria se chamar “Nova Roma”, porém, em homenagem ao Imperador Constantino, ela recebeu o nome de “Constantinopla”.
Muitas pessoas foram morar em Constantinopla, e para aumentar a segurança da cidade o Imperador mandou construir 20 quilômetros de Muralhas Tríplices. Após a morte do Imperador, o Império foi invadido pelos Europeus.

O Império Islâmico

O Mundo Árabe é muito familiar a nós, nos hábitos alimentícios, como a alface, a cana-de-açúcar e o café e na literatura, em obras como: As mil e uma noites.
A principal paisagem da península Arábica é o deserto. Esse cenário era ocupado por diversos povos de origem semita até o século VII. Alguns desses povos habitavam o Deserto e outros a região litorânea.
Os povos que habitavam o deserto tinham vida ocupada e sobrevivem da criação de animais, como: Ovelhas, cabras e camelos. Os povos que habitavam o litoral eram sedentários e viviam do comércio.
A Arábia, até o século VI não tinha unidade política, mas em 630, Maomé organizou o islamismo, e a Arábia passou a possuir unidade política. Em torno da religião os árabes construíram um estado único.
Quando Maomé morreu, em 632, iniciou-se um movimento para expandir o Islamismo, pregando guerra santa contra os fiéis, em pouco tempo eles conquistaram: a Síria, a Pérsia, o Turquestão, o Egito e a África do norte.
Em 711, conquistaram quase toda a península Ibérica e foram derrotados pelos francos em 732.

terça-feira, 30 de abril de 2013

ciclo economico de roma

sistema econômico romano era pautado na escravidão como sistema de produção referido aos latifúndios – grandes propriedades de terra. Os produtos, por sua vez, eram comercializados nas cidades e no mercado internacional. Com os grandes lucros para os latifundiários e comerciantes, o governo obtinha uma volumosa arrecadação fiscal, gerando, assim, recursos financeiros suficientes para custear não só as despesas administrativas, mas também com o custeio dos legionários, cuja  função de promover guerras de conquistas e expedições estrangeiras, terminavam por abastecer Roma com escravos, permitindo, assim, o funcionamento do sistema econômico.
A partir do século III, observamos a crise do sistema econômico de Roma em razão da crise de produção ocasionada pela redução do número de escravos. Com a divisão dos latifúndios em pequenas propriedades, a manutenção de escravos se tornava cada vez mais custosa: muitas vezes, os gastos com a alimentação e vestuário dos escravos terminavam por consumir toda a produção, nada restando em termos de lucro, impedindo, assim, o investimento na manutenção de aquisição de escravos para trabalhar, culminando com a redução na produção, culminando em um círculo vicioso de redução de escravos – baixa produção – altos custos – menos lucro.
Por força desse conjunto de motivos, os proprietários de terras recorreram ao sistema de arrendamento para buscar uma saída para a crise. Com esse sistema, os trabalhadores passaram a sustentar-se com os produtos de seu trabalho, cultivando uma gleba de terra arrendado pelo proprietário, que também dava casa a esses trabalhadores. Em contrapartida, os trabalhadores, para recompensar o proprietário pelos benefícios obtidos, eram obrigados a trabalhar alguns dias durante a semana nas terras desse. Dessa forma, muitos escravos deixaram sua condição para se tornarem colonos. Todavia, muitos trabalhadores livres e independentes, em função da crise, foram rebaixados a essa condição de colonos, alguém que não era livre por estar preso à terra. Com isso, a cidade deixa de ser o centro da vida romana, haja vista a grande migração de plebeus urbanos para o campo, com vistas a se tornarem colonos, fugindo dos problemas oriundos da crise política e militar romana. A economia, ruralizada, permitiu o surgimento de unidades de produção autônomas do resto da sociedade; surgem as vilas, construções protegidas por muros e fossos, onde habitavam o senhor e seus dependentes. O senhor era o responsável por garantir a segurança de todos, dirigindo a vida política, econômica e militar de sua propriedade e daqueles que nela habitavam e laboravam.
Em contrapartida, houve, em função dessa crise, uma massiva inflação, promovida pelos imperadores, que emitiam moeda para compensar a falta de circulação econômica, destruindo a moeda corrente, tornando nulo o cálculo econômico a longo prazo, haja vista a desvalorização diuturna da moeda que tornava imprevisível o retorno dos investimentos, e conseqüentemente a acumulação de capital. O lucro era cada vez mais difícil e o acúmulo de capital era inútil, pois esse se consumia sozinho, pela altíssima inflação. A emissão de dinheiro, com vistas a permitir o fluxo de produtos e a produção, gerou o excesso de moeda com escassez de bens: os comerciantes e produtores aumentavam os preços dos seus bens muito mais do que os salários podiam acompanhar: o dinheiro valia cada vez menos e as pessoas compravam também cada vez menos. A inflação tornou a lucratividade ainda mais difícil, resultando, assim, num colapso geral do sistema de produção e comércio em larga escala, bem como a destruição da divisão do trabalho até então vigente e o êxodo urbano: a migração da população para o campo.